segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

MIGUEL ALMEIDA ENVIOU LIVROS


Como deve ter sido visível pelos alunos que visitaram / frequentaram o Centro de Recursos durante o mês de dezembro, preparámos uma pequena exposição sobre o poeta Miguel Almeida, no contexto da atividade "Clube dos Poetas Vivos", no qual damos a conhecer poetas pouco conhecidos pelos alunos. Decidimos, em conjunto, informar o poeta da atividade que estava a decorrer e colocámos-lhe a hipótese de ele nos poder fornecer algum livro da sua autoria. Enquanto aguardávamos a sua resposta via rede social, a ação em terreno, ou seja, na biblioteca, estava a correr muito bem. Poucos foram os poemas que sobraram na mesa onde colocámos algumas centenas.
O poeta, muito simpático e acessível, ofereceu ao Centro de Recursos três dos seus livros, onde podíamos ler uma pequena dedicatória para as alunas e para a biblioteca escolar, mostrando a sua satisfação pelo nosso trabalho. Por fim, escrevemos-lhe um pequeno texto para agradecer a sua pronta colaboração.
Terminámos, assim, a nossa tarefa do mês de dezembro, com o reconhecimento de desafio cumprido.
Ângela Gil, Mariana Fernandes e Micaela Baptista (10º F) – Clube de Leitura

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

DUAS SUGESTÕES DE LEITURA

     

SUGESTÕES DE LEITURA de Alcina Correia,
Coordenadora Interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares

     Diz-me quem sou, de Julia Navarro, é uma fascinante aventura pelo século XX, onde um universo de magníficas personagens nos leva pelos caminhos da Segunda República espanhola até à queda do Muro de Berlim, passando pela Segunda Grande Guerra e pela Guerra Fria. Um romance cheio de intriga, espionagem, política, amores e traições. Boa Viagem!


Título: Diz-me Quem Sou
Autor: Julia Navarro
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 1088
Editor: Bertrand Editora
        ISBN: 9789722523677
Estórias de Amor para Meninos de Cor é um livro da autoria de Kalaf Angelo, um dos entusiastas do projeto Buraka Som Sistema e um dos responsáveis pela expansão além-fronteiras do ritmo kuduro.
Os textos reunidos neste livro foram selecionados a partir das crónicas de «Um Dia Qualquer» escritas para o jornal Público, num ritual que se repete semanalmente desde janeiro de 2008.
O músico angolano presta uma homenagem a Lisboa, cidade mulata que o fascina desde que a ela chegou, depois de ter deixado Luanda nos anos 90.
Estórias de Amor para Meninos de Cor está também disponível em formato eBook compatível com vários dispositivos (Windows PC, Sistema Apple MAC iOS, iPhone, iPad, iPod Touch, entre outros).

Em http://www.buala.org/pt/cara-a-cara/kalaf-angelo-musico-e-escritor pode ser lida uma entrevista a Kalaf Angelo.
Título: Estórias de Amor para Meninos de Cor
Autor: Kalaf Angelo
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 240
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722124584 (formato papel)
ISBN: 9789722124744 (format eBook) 

Boas Leituras! 



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O QUE (NÃO) LEMOS NAS FÉRIAS


A dois dias do recomeço das aulas, a pergunta começa a surgir nas cabeças dos jovens estudantes: o que lemos nós nas férias do Natal que os nossos professores nos tenham recomendado? Nada ou quase nada, será a mais provável resposta. Em alguns dos casos já nem nos lembramos do que o professor disse.
E quando a pergunta incide sobre as leituras dos Programas de Português, dos romances que vai ser necessário analisar no 2º período, Os Maias ou o Memorial do Convento, o panorama fica ainda mais negro. É que a leitura era mesmo necessário fazê-la antes de se iniciar a análise nas aulas para não se andar sempre atrasado.
E quando o professor perguntar “Em que parte do livro já vais?” que cara é possível fazer para não dizer a verdade? E para dizer a verdade? E para dizer que simplesmente aquela leitura nos está a aborrecer? Ou que nem a começámos?
O melhor é mesmo dizer a verdade e reconhecer as dificuldades da leitura. Os jovens dizem que Os Maias têm demasiadas descrições e o Memorial do Convento tem aquela escrita esquisita típica de Saramago. Mas é só uma questão de tempo. Quando se conhece uma bebida nova ela não se estranha? Mas depois “entranha-se”. Temos de dar tempo aos livros. Depois vamos gostar. Porque para gostar é preciso aprender-se a gostar. 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Poemas de Natal sim




Os poemas não estão muito na moda, são um busílis na escola, dão um trabalhão se nos pedem para irmos além da simples rima ou se as perguntas não encaixam no que compreendemos deles. Mas eles são também nesta altura oásis de mensagens piedosas disfarçadas sob metáforas natalícias: a árvore, as estrelas, a luz, os cânticos celestiais, os anjos. Se clicarem no computador “poemas de natal” vão encher a barriga de poemas e mensagens que vos farão bem. Quero só partilhar convosco o poema “Litania para o Natal de 1967” de David Mourão-Ferreira, que desde há muitos anos me enche a barriga em cada Natal e que recordo na voz poderosa do José Vieira acompanhado pelo coro do Orfeão de Seia a dizer o refrão. Se quiserem ouvir uma declamação interessante, vão a http://www.youtube.com/watch?v=G6Sdff7jnAU. Depois que tal se o declamarem (individualmente ou em grupo) aos familiares? Aqui vai. 

“Litania para o Natal de 1967”

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
num sótão num porão numa cave inundada
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
dentro de um foguetão reduzido a sucata
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
numa casa de Hanói ontem bombardeada

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
num presépio de lama e de sangue e de cisco
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para ter amanhã a suspeita que existe
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
tem no ano dois mil a idade de Cristo

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
vê-lo-emos depois de chicote no templo
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
e anda já um terror no látego do vento
Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto
para nos pedir contas do nosso tempo


domingo, 16 de dezembro de 2012

FEIRA DO LIVRO USADO FOI A 14 DE DEZEMBRO

Feira teve 122 livros
Há 4 anos que realizamos a Feira do Livro Usado e os números deste ano são próximos dos de anos anteriores. Este ano, no Salão da Escola, foram colocados à venda 122 livros (vindos de alunos, professores e funcionários), tendo sido vendidos 102.
Algumas curiosidades. Dos cerca de 1.000 alunos da escola só 47 ofereceram livros, num total de 72 volumes. E das 40 turmas só 16 participaram nas dádivas. O que se terá passado com as outras? O ano campeão de ofertas foi o 7º ano, com 30 livros, oferecidos por 27 alunos de 4 turmas. O ano que ofereceu menos foi o 9º ano com apenas 3 livros, vindos de 3 alunos, de duas turmas. As turmas que atingiram ou ultrapassaram os 10 livros foram os 7º A (11) e 7º B (10) e ainda o 12º C (10). Quanto aos 170 professores e funcionários, só 20 ofereceram livros, num total de 50 exemplares. Simultaneamente os alunos escreveram dedicatórias nos livros oferecidos, que serão avaliadas no início do 2º período, recebendo as melhores prémios no cartão de aluno.
 Quanto ao número de livros, digamos que se esperava um pouco mais. Queremos sempre mais e melhor. Para o ano, se houver Feira, a campanha terá que ser melhor (ou diferente). Ou será a ideia que estará ultrapassada?

sábado, 15 de dezembro de 2012

UM DIÁRIO DE LEITURA

A noite antes do fim - Dick Haskins
 25/11/2012
Nunca li Dick Haskins antes. Pesquisei o autor e descobri que é um pseudónimo de António Andrade Albuquerque, um escritor português. O livro já de si é pequeno (fácil, portanto, de ler) mas a escrita de Dick Haskins é empolgante, estimula-nos a ler mais e mais. Se pudesse leria tudo num só dia, mas um livro é necessário ser saboreado, o que me leva a ter de esperar e ter paciência. Fico feliz por este tipo de livros (policial) constar na lista da Oficina de Leitura pois com outros penso que não obteria o mesmo prazer. Reconheço que tenho uns gostos diferentes, mas é melhor do que não ler de todo.
Obriguei-me então a parar num momento bastante excitante: a festa de Marcia Laine. Nem sei como consegui parar nesse ponto (muito auto-controlo!) pois penso que é onde se irá descobrir quem persegue Marcia… Saberei então amanhã, ou depois de amanhã, quem é este fanático.

28/11/2012
Concluí agora o livro. Mas que surpresa fantástica! Receei o pior: que o fim do fosse demasiado óbvio. Via o livro a acabar e o único motivo que iria levar Morton a matar a sua esposa era o facto de estar perdidamente apaixonado por Marcia… Mas que motivo mais enfadonho! A maior intriga do leitor é o motivo pelo qual Simone morre e praticamente até ao final do livro esse motivo é Marcia. Até que chegam as últimas páginas 4-6 páginas… Oh que reviravolta maravilhosa! Um final totalmente inesperado, um final que nunca sonharia sequer. É um livro que recomendo plenamente. Uma linguagem bastante fácil, uma ótima maneira de escrever e uma história fantástica. Não me admira que Dick Haskins seja bastante conhecido pelos seus policiais a nível mundial.
Sara Fernandes (12ºC)

LEITURAS

As abelhas não gostam de chuva

“Uma Abelha na Chuva” é um romance cativante e envolvente que parte de um episódio caricato da vida para nos levar a refletir acerca do oportunismo e do egoísmo humano, traduzindo-se depois numa morte inesperada.
O autor começa por nos situar na redacção do jornal onde Álvaro Sanches Silvestre, a personagem desencadeadora do enredo, se denunciava a si próprio, culpando-se por ter cometido vários erros, sendo um deles a venda de uma propriedade do seu irmão.
Álvaro era uma pessoa interesseira e, após ter recebido uma carta do seu irmão, em que este dava conta do seu regresso, apercebe-se que está numa encruzilhada, por isso, tentando emendar as más escolhas da sua vida e os traços negativos da sua personalidade, tenta fazer uma denúncia pública dos seus erros.
As personagens deste romance – Maria dos Prazeres e Álvaro – retratam a sociedade de meados do século XX, focando os casamentos por conveniência. Esta união traduz-se numa melancolia permanente, sentida por Maria dos Prazeres que, incapaz de amar o seu marido a quem considera uma pessoa deplorável, se apaixona pelo seu cunhado, irmão do marido, e se sente atraída pelo seu cocheiro, um rapaz novo e apaixonado pela empregada dos patrões, Clara.
Clara vai ter um papel bastante importante na história, pois é graças a ela que a metáfora do título é compreendida, não estando esta diretamente associada a abelhas, mas sim ao modo como as pessoas vivem e à falta que alguém de quem gostamos pode causar em nós.
Álvaro torna-se no “vilão” da história quando, ao descobrir a relação amorosa que existia entre Clara e Jacinto, o cocheiro, a denuncia ao pai de Clara, que desejava que a filha casasse com um homem rico, não se preocupando com a verdadeira felicidade da filha.
Neste romance está também patente a forma como o ser humano é capaz de “usar” o outro com o intuito de alcançar os seus objetivos, passando por cima daqueles que mais ama e daqueles que lutam pelos seus sonhos de forma digna.
Com a morte de Jacinto, Clara sente-se sozinha no mundo, desprotegida, devido ao egoísmo do seu pai e, perdendo a pessoa que mais amava, suicida-se por ser incapaz de lidar com a crueldade da vida. O Dr. Neto, após ter tentado salvar Clara, repara numa das suas colmeias e vê uma abelha sair, sozinha, exposta aos perigos, à semelhança de Clara. Esta abelha é atingida pelas gotas da chuva, morrendo desprotegida. Isto leva-nos a concluir que tudo está interligado e que muito do que nos acontece é inesperado, não sendo possível prever o que vai ser desencadeado a partir de uma pequena ação.
Este livro tem, por isso, a capacidade de prender o leitor do início até ao fim, envolvendo-o num enredo misterioso, com uma linguagem acessível, expondo as fraquezas do ser humano e a solidão que o caracteriza. É sem dúvida um livro que merece ser lido.
                                                                                                               Patrícia Pires (11ºF)